O que pode comprometer a fidelidade de cores na impressão?

Conheça 4 causas que podem comprometer a fidelidade das cores para a impressão.

A fidelidade das cores é um grande problema na hora em que vamos imprimir materiais. Muitas vezes as cores podem sair diferente do desejado, ou mesmo de uma forma completamente fora dos padrões que foram vistos na tela. E tudo isso pode estar atrelado ao gerenciamento das cores durante o processo de produção do arquivo que será impresso.

 

1- Convertendo o RGB em CMYK

A primeira coisa que deve ser percebida aqui é que os sistemas RGB e CMYK estão para as cores como o álcool está para a gasolina: os dois são finais iguais para meios diferentes.

Mas afinal, do que se trata um e outro?

RGB: sistema que serve para representar cores em dispositivos que utilizam luz: como câmeras, monitores, scanners, entre outros aparelhos.
CMYK: sistema que serve para representar cores na maior parte dos dispositivos de impressão, principalmente os que trabalham com jatos de tinta.

E todo os problemas entre as diferenças de cores entre arquivos que estão na tela e os impressos é a utilização de processos equivocados, sendo que os programas de design já possuem configurações diferentes para projetos que devem ser feitos para web, aplicativos, ou desenvolvimento de software e os impressos.

Seja por esquecimento, imaturidade com o software ou mesmo mera falta de atenção, este é o principal problema que as gráficas enfrentam na hora de abrir arquivos e colocá-los para “rodar”.

Então, o ideal é sempre conferir se o projeto está “setado” com o sistema correto de cores para sua finalidade, pois se o designer esquecer de fazer isso, o projeto pode ficar com cores bem diferentes, seja para impressão ou mesmo para finalidades digitais, ou de qualquer outro tipo de tela.

 

2- O papel ideal, para a impressão ideal.

Pois é, o papel também pode ser um grande vilão na hora de comprometer as cores da sua impressão, então é bom prestar atenção na gramatura, tipo de papel, se é brilhante ou fosco.

Por exemplo, os papéis brilhantes como o couchê podem deixar as cores mais saturadas, ou até “estourar” as cores gerando ruído na impressão. Já papéis foscos ou de gramatura mais elevada podem “sugar” mais a tinta, deixando a impressão opaca.

Sabe quando as amostras de impressão de gráficas vêm com diversos tipos de papéis impressos com as mesmas cores? É para você entender melhor como a tinta vai se comportar em determinado tipo de papel. Um exemplo está nos papéis onde são impressos os jornais, que trazem um tom mais amarelado, deixando os projetos ali com aparência mais escura: desta maneira fica mais fácil economizar na tinta preta.

Caso sua empresa queira minimizar os imprevistos com impressões, pode ser uma solução testar impressões antes de fechar o arquivo para gráfica com papéis tradicionais como o sulfite e o couchê, utilizando um ISO genérico de perfil de cores.

 

3- Lidando com a carga de tinta.

As impressoras hoje vão adquirindo, a cada dia que passa, sistemas automáticos mais complexos e fiéis ao controle de cores. Porém, grande parte das gráficas ainda precisa da figura do impressor para realizar este controle.

A policromia, um efeito que acarreta na diferença das tonalidades das cores, por exemplo, pode interferir diretamente no resultado final das cores do projeto impresso. Ela acontece especialmente devido a quantidade de tinta que o impressor adiciona no processo CMYK.

 

4- Quando processo é instável.

O ideal em um processo gráfico de impressão, seja ele por offset, flexogravura ou serigráfico, é atingir a excelência na tonalidade das cores em todos produtos finais, principalmente lidando com um processo repetitivo. Mas chegar a esse resultado é quase impossível.

E o grande vilão dessa história é toda a instabilidade de cada processo que pode ser gerado pelo clima do dia, ajustes nas máquinas, tintas de fabricantes diferentes, enfim, uma gama de imprevistos.

 

Por isso, existe a necessidade de se trabalhar com impressões de tiragens diferentes para um objetivo final, assim o nível de tolerância das cores pode ser mais próximo do desejado.

Se formos ver de perto, corrigir e melhorar as cores para serem cada vez mais leais àquilo que foi projetado é um tarefa bem complicada, que exige controlar a qualidade com primazia, paciência e disciplina.

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