Rio+20

Entre os dias 13 e 22 de junho, o Rio de Janeiro será palco dos debates que nortearão a construção do desenvolvimento sustentável para os próximos anos. A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, ocorre duas décadas após a Rio92, evento que marcou o início das discussões sobre sustentabilidade e alertou o mundo sobre a importância de deixarmos um mundo melhor para as gerações futuras. Mais do que levantar temas e soluções, a proposta da Rio+20 é traçar planos efetivos de ação, por meio de dois temas principais:

  • A economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza;
  • A estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável.

O setor de florestas plantadas para produção de celulose e papel acredita que o desenvolvimento sustentável é o melhor caminho para atender às demandas da população mundial em crescimento, sem exaurir os recursos naturais. Assim, as empresas promovem a geração de valor e o equilíbrio da economia do negócio, atuam nas comunidades nas quais operam e preservam o meio ambiente. As florestas plantadas da indústria de celulose e papel têm papel fundamental no desenvolvimento sustentável do Brasil. Por isso, o setor propõe que a Rio+20 debata a importância desses cultivos no âmbito da economia verde. Dois pontos devem ser priorizados nestes debates: Valorização do Carbono Florestal e Biotecnologia.

Por seu potencial de absorção de dióxido de carbono da atmosfera e aumento do estoque de carbono equivalente, na biomassa e nas áreas cultivadas, as florestas plantadas são um importante instrumento na mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. Além disso, esses plantios promovem a geração de renda e empregos em larga escala no meio rural e a integração com pequenos produtores rurais, entre outros atributos.

Porém, o Brasil ainda convive com um déficit substantivo e um potencial sub-otimizado de florestas plantadas, devido a diversas barreiras. Para superar esse desafio de expandir a base florestal brasileira no contexto da economia verde, são fundamentais a promoção e a valorização econômica dos benefícios climáticos e socioambientais, por meio de múltiplos instrumentos públicos e privados, inclusive mercados de carbono.

Já o uso da Biotecnologia será essencial para suprir a demanda crescente de alimentos, biocombustíveis, fibras e florestas (os chamados 4 F’s – Food, Fuel, Fiber, Forests). Sua aplicação permitirá ao setor produtivo aprimorar o uso da terra, da água, da energia e demais recursos, em busca de uma produção cada vez mais sustentável, sem esgotar as fontes de matéria-prima.

 

Fonte: http://www.bracelpa.org.br/bra2/?q=node/480. Acesso em 06/06/2012

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